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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Google, Síndrome de Jerusalém e o Carnaval: samba do aramaico doido

Coisas estranhas acontecem. Não sei quanto a vocês, mas aparece cada coisa esquisita anunciada na minha caixa de correio... A eletrônica, claro. Na outra quase não recebo nada. Tempos atrás anunciavam aulas de persa. Parece que o Google faz análise de conteúdo dos emails para saber o que anunciar. Por mais que me esforce, não consigo me lembrar de nenhuma mensagem em que comentasse algo minimamente relacionado a aulas de persa. Nada de Mil e Uma Noites, Sherazade...Ah, e também me apareceu outro muito adequado para esta época de carnaval - mas com meses de antecedência: como fazer chapéus com folhas de alumínio. Reciclagem, sabe? Fico pensando: alguém faria mesmo isso?


No Facebook já me apareceu oferta de aulas de hebraico moderno e antigo. Olha, até me interessei. Junto com as aulas de persa... Quem sabe de me inscrevo em um curso de aramaico também? Caso um dia resolva estudar as escrituras ou visitar Jerusalém, poderia ir munida de um conhecimento extra importante. Mas não sei, visitar Jerusalém não me atrai . Uma cidade muito disputada e por séculos. Importante para as três principais religiões ocidentais. Se aquelas paredes falassem, quantas desgraças contariam.

E tem mais um risco (recebi a informação quentinha de um colaborador que prefere o anonimato):  há uma síndrome que parece atacar alguns visitantes da cidade. A Síndrome de Jerusalém (ver AQUI). Parece que alguns visitantes muito entusiasmados começam a achar que são o Rei Davi ou Jesus Cristo. Virgem Maria, Martha e outras figuras bíblicas também batem ponto. Os acometidos pela tal moléstia saem pregando pela cidade envoltos em lençóis brancos roubados de hotéis. Anunciam que o fim está próximo que as pessoas devem se arrepender de seus pecados. Talvez até ganhem umas moedinhas pela suas atuações, mas o mais certo mesmo é que sejam levados a hospitais para avaliação de especialistas. Parece que é algo muito raro (tende a acometer pessoas muito religiosas, com o agravante de doenças  psiquiátricas anteriores). Alguns especialistas acham que não se trata de uma moléstia específica e sim  uma manifestação de outras psicoses. Não seria a cidade que as torna psicóticas. Elas já o são e o local intensifica  os sintomas. E relatos de comportamentos anormais (gente pensando ser o messias) vem desde a idade média. Mas curioso mesmo é que, aparentemente, ninguém  incorpora Judas, por exemplo. Ou Herodes. Maria Madalena talvez? Afinal, quem nunca pecou que atire a primeira pedra.
Mas fiquei pensando...Se existem relatos de casos assim desde a Idade Média, talvez pudéssemos retroceder ainda mais no tempo. Quem sabe Jesus não foi um dos primeiros a sofrer dela? Mas, naquela época, não havia psiquiatras e os romanos não tinham muita paciência com esses messias pregadores. Deu no que deu. Será? Lanço o assunto para discussão. 



E começam as folias de Momo. Época que divide os brasileiros entre os que amam e os que odeiam Carnaval. Parece que a festa está garantida no Rio (LINK) e na Bahia (LINK). Aos que adoram, podem se sacudir tranquilos ao som das baterias das escolas de samba ou das bandas e blocos encarapitados em trios elétricos. Aos que detestam, bom, procurem algum lugar distante e com bom isolamento acústico, TV à cabo ou uma pilha de filmes alugados. Agora, em uma coisa todos os brasileiros concordam (bom, talvez a maioria que os brasileiros dificilmente concordam em alguma coisa): bom mesmo é um feriado prolongado. O que me fez lembrar de outro anúncio que li do FB: o Michel Teló estará na Bahia. E vai fantasiado. Parece que há grande mistério sobre que fantasia irá usar. Acho que vou aguardar as fotos que certamente sairão na mídia. Imagino que ele será mais discreto que as madrinhas das baterias das escolas de samba do eixo Rio-São Paulo ou que as cantoras dos trios elétricos. Tomara que sim.
Por via das dúvidas, vou passar ao largo. Quilômetros de distância. Me avisem quando chegar a quarta-feira de cinzas. Pela parte da tarde, claro.

3 comentários:

  1. Essa Síndrome de Jerusalém me lembrou algo que li essa semana, numa matéria sobre o Rei Arthur numa revista de História: diz que algumas vezes o rei do momento não se absteve de dizer que era descendente de Arthur ou mesmo ele, vindos dos tempos passados pra ajudar o povo.

    E sempre vai ter alguém pra acreditar nesses malucos.

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  2. Quer sossego e tédio? Vem para Bagé! Vou trabalhar por que é a a melhor coisa a se fazer por aqui, rs
    bjs
    Jussara

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  3. Oi Cinderela, o carnaval, como sempre, vou passar do meu jeito... bem longe da tv. Ainda mais com o calor que está fazendo, só de pensar em ver um monte de gente pulando me dá mais calor ainda. Providenciei uma ótima guarnição de livros e filmes e é por aí que vou... Nada de ziriguidum, nem balacobaco nem terecoteco.
    Quanto as aulas de persa, podem até ser legais, hehe. Minha filha fez aulas de árabe quando mais nova e gostou, achou bem interessante.
    Bom feriado.

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